domingo, fevereiro 23, 2014

A Marca

Encíclica de Domingo ao povo. Enquanto outros reportam almoços, jantares, provas e demais actividades por que sim e mais nada, elevo-me ao púlpito, mais uma vez, para golfar mais um punhado de palavras indecifráveis. 


Esquecemos-nos repetidamente da importância da Marca num vinho. O peso que a Marca tem na escolha de um vinho. A criação de uma Marca, que seja considerada mais valia, não é coisa resultante da obra do acaso ou pura sorte. 


Esquecemos, de propósito, o quanto é relevante ter e construir uma Marca, ter sabe-se lá o quê, para poder vender, ser (mais) conhecida, ser (mais) desejada. No meio das nossas deambulações, caminhadas quixotonianas, em que dubiamente procuramos uma qualquer virtude, temos por hábito desdenhar de quem trabalhou para criar e ter uma Marca com peso, de quem ocupou um espaço. 


Fica a ideia que há, parece-me, apenas a impressão na naquela parte exterior da articulação média do braço. Somos portugueses e esta condição justifica (quase) tudo.

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