segunda-feira, Setembro 16, 2013

Quinta das Carrafouchas

Gosto de falar, em especial, de vinhos, quando conheço a face de quem os fez ou faz. Gosto de falar deles, simplesmente porque gosto. As razões são emotivas, são passionais. E as palavras que saem tem o coração na boca. Neste caso, mais que nunca, evito descarregar notas de prova, descritores da treta, sem qualquer sentido, vazias de conteúdo. Deixo isso para os doutores, pois eles adoram botar receitas.



E posto isto, ou não, devo dizer que gosto (muito) dos homens que estão por detrás deste vinho. São homens que, sem qualquer pejo, não escondem emoções, não escondem o que sentem e como sentem. São homens que vivem de ideias, de loucuras, de sonhos. Homens que são amigos (meus) e como tal, porque estou cá para isso, direi que o vinho contêm um cem números de coisas que sou incapaz de descrever. Sou incapaz, porque não consigo, porque não sei, porque não quero. Este vinho merece muito mais que um blá blá do costume.



Mas, ainda assim, atrevo-me a dizer que este vinho, este mesmo e não outro, é um vinho nada fácil, nada imediato, nada consensual. E felizmente. É um tinto que me reporta para qualquer coisa em desuso, para algo que não tem a ver com este tempo. Bebe-se e pensa-se muito nele. Alvíssaras.

Post Scriptum: O Vinho foi oferecido pelo Produtor.

4 comentários:

carrafouchas disse...

Primeiro que tudo os meus agradecimentos e da Quinta por tão elogiosas palavras.
Disseste por palavras aquilo que eu sinto sobre o que deve ser um vinho.
Tal como uma bela mulher que nos desperta sentimentos e sensações variadas.Levando-nos a querer saber e conhecer mais sobre a mesma.Ficando nós por vezes a falar sozinhos.
Um grande abraço.

Pingus Vinicus disse...

Não tens que agradecer. Eu é que tenho de agradecer o facto de ser vosso amigo.
Um grande abraço

Hugo Mendes disse...

És um engraxador! ahahahah!

Pingus Vinicus disse...

Hugo, isso não era para dizer :) Caramba, tiraste-me a máscara :)