terça-feira, setembro 17, 2013

Pedra Cancela: As Vinhas

Não há nada mais reconfortante do que calcar chão de vinha, terreno onde pontificam as vides que suportam os cachos. Só nestas ocasiões, se conseguirá ter uma visão abrangente, global de uma ideia, de um sonho, do que seja. E onde se observam vinhas novas, maduras, velhas. Vinhas com castas conhecidas, desconhecidas. Misturadas ou não. Creio, no entanto, que não será actividade, esta de calcorrear pedra e chão, a mais interessante e desejada pelos viscerais adeptos da prova de vinho. Mas adiante.


Vinha e Floresta: Uma constante no Dão.
Caminhos, muros de granito, floresta.


Um mar de vinha.
Quase que faz lembrar outras paragens.
Falar de Pedra Cancela é, também, falar do ressurgimento do novo Dão, começada e aprofundada por muitos, sendo que Magalhães Coelho é uma figura incontornável. 
O portefólio esteve, durante muito tempo, alicerçado em apenas três vinhos: Um branco com Encruzado&Malvasia Fina, um Reserva Tinto e um Touriga Nacional. Três vinhos que foram, e ainda o são, os portas-estandartes de todo o projecto e que confrontam, nos tempos que correm, olhos nos olhos os melhores da região.

Que casta? Sabe-se lá!

Imagens típicas de uma região: O Dão.
Barricas onde estagiam o Touriga Nacional da Colheita de 2012.
Signature: O Topo dos tintos
Magnum de Touriga Nacional.
E paulatinamente nesta dezena de anos, o projecto tem vindo a ganhar dimensão, visibilidade e capacidade de implementação nacional, querendo dizer-nos que vai e quer lutar nas prateleiras com os maiores da região. As ambições são, e continuam, fortes, basta relembrar que as antigas instalações da Adega Cooperativa de Nelas foram recentemente adquiridas com o objectivo principal de criar num Centro Interpretativo da Vinha e do Vinho, denominado: Nelas Wine&Culture - Lusovini by Pedra Cancela. Pode-se dizer que o sonho ainda comanda a vida e é bom que assim seja. O Dão precisa e nós precisamos.

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