segunda-feira, julho 30, 2012

Câmara de Provadores TWAwine

As boas ideias, ou as boas iniciativas, devem ser divulgadas, independentemente das suas precedências. E num período, como as férias e os meses de Julho e Agosto, em que são parcos os acontecimentos relevantes (as notas de prova não contam), surgir algo de novo como uma Câmara de Provadores TWAwine, merece toda atenção.


Hugo Mendes, e a sua mente fervilhante (o puto não pára), criou e idealizou mais um projecto. Simplesmente pegou num conjunto de enófilos, de espectro alargado, para testar os vinhos, as amostras, as experiências, e sabe-se lá mais o quê, que vão saindo das suas mãos.



Myself, isto é, o velho Pingus Vinicus teve a infelicidade, desta vez, de falhar o primeiro teste, de modo que os resultados obtidos foram, com enorme certeza, consensuais :) 

Post Scriptum: As fotos, como deverão imaginar, não são da minha autoria, foram sacadas do FB, isto porque não possuo, ainda, a capacidade da ubiquidade. Mas falta pouco.

quinta-feira, julho 26, 2012

Nostalgia

Prefácio

Nostalgia é sentimento que assola amiúde este tipo que se senta defronte deste monitor. Nostalgia de coisas vividas, nostalgia de pessoas que já vivem em outras dimensões.

O vinho, descoberto por acaso, é pura novidade para mim. Que me perdoem por tamanha desatenção, mas a cabeça tem andado ocupada com outras matérias.


Apanhado por pura casualidade num Supermercado de Vila Nova de Mil Fontes (MilSuper). Já agora, e por que merece, o dito espaço apresenta boa garrafeira, é diversificada e o sócio gerente, o Zé, é homem muito apaixonado pela arte da enófilia.
Mas reposicionemos o discurso, do post, no vinho que é branco, da colheita de 2011. Pertence ao portefólio do grupo Wine & Winemakers.


É Alvarinho estruturado, de estirpe seca, pujante e densa. Pede copo largo e paciência na abordagem. Depois parece ser capaz de aguentar o desenrolar do tempo com brio. E sem mais demoras, que o tempo não pede por extensos tratados, resta aconselhar-vos a compra do vinho, pois aparenta ser o resultado, julgo, de uma outra forma de interpretar o Alvarinho.

sexta-feira, julho 20, 2012

Quinta da Nespereira Vineaticu

É vinho da minha terra, de Gouveia, da Serra e do Dão que é Serrano, e como tal o prazer em divulgá-lo é necessariamente maior. E que se lixem os arautos da independência, da seriedade. Não acredito nisso.


Mas reposicionemos-nos no vinho que é branco (de 2011). Custa, segundo o produtor, entre quatro a cinco euros e é resultado de uma parecia entre o encruzado e o verdelho.


É vinho fresco, com aromas e sabores secos. Possui empatia, despido de complicações e aponta para um consumo multifacetado.


E porque agradou-me, como não podia deixar de ser, aconselho que se beba desenfreadamente durante este Verão, mas arriscaria em arrecadá-lo durante um largo período. Talvez possamos ter algumas (boas) supresas.

Post Scriptum: O vinho foi oferecido pelo Produtor.

terça-feira, julho 17, 2012

Vinhos do Além

O sermão de hoje serve, além de cumprir calendário, para não perder clientes. Clientes que assumem o vinho estrangeiro como a última descoberta, a última fronteira, tal terra prometida. Ficarei, tirando comentários breves, superfíciais e sem conteúdo, pela mera colocação de fotos, esperando que haja, ou surja, gente que consiga elucidar de forma mais conveniente o povo que anda cego. E, porque desta vez não quero fugir da moda, diria que este post é um não post. E esta, hein?
 
Um vinho da Patagónia. Para além da curiosidade do lugar, pouco interesse provocou. Nem tudo que é exótico, estranho ou distante, merece atenção.
Também não conhecia. Gostei do carácter balsâmico, com forte carga vegetal. Sei, apenas, que fez parte, algures, de uma das várias selecções do site WinePT. Compraria, sem qualquer receio.
Mantendo o rumo, naturalmente não faço ideia o que seja. Digo-vos, apenas, que gostei. Apimentado e vegetal.
Rótulo bonito, tipicamente italiano (sou eu que digo) e também gostei. Se alguém souber mais qualquer coisa, não se acanhe. Faça favor.
Em comunhão.
Um Moscatel (seria?) de Navarra. Gostei acima de tudo do nome. Capricho D'Goya.
Se não acontecer qualquer comentário, achega ou achicalhamento, fica a prova que este estranho sujeito, eu, também perde, não muitas, apenas (poucas) horas em beber vinhos de outras bandas.
 
 

domingo, julho 15, 2012

Conde de Vimioso

Dando continuidade ao longuissimo período de letargia (mental) que estamos a passar, nada mais adequado que ir bebendo vinhos descomplexos, lineares e refrescantes, com o (importante) objectivo de ir esvaziando, ainda mais, o sistema cerebral.


Como tal, este Conde de Vimioso (título criado por D. Manuel I, por carta de 2 de Fevereiro de 1515, a favor de D. Francisco de Paula de Portugal e Castro, 1.º conde de Vimioso. Informação by Wikipédia), cumpre o desiderato para o qual foi projectado. Vinho de época e da época. Barato e de largo espectro.


Post Scriptum: O vinho foi oferecido pelo Produtor.

terça-feira, julho 10, 2012

Retiro Gastro-Enófilo

 Poderia dizer, sem qualquer problema ou vergonha bacoca, que se tratou de um (puro) retiro gastro-enófilo.

O pão, elemento tão importante. Só por si mata a miséria, a míngua.

Os figos combinados com pão, tornam-se num petisco viciante.
Durante dois dias, perdidos algures, no Alentejo, alí entre o oceano, que é Atlântico, e o montado, uma trupe de figuras, díspares entre si, foi devorando, ao um ritmo de divinos, vinho e comida.

Queijos, azeite, orégãos
Queijo e pão, azeite, carne e enchidos, couves e outros legumes, tomate seco e fresco, pimentos, cebola e alho.

Um espumante que escolhi há muito como (uma) primeira opção.

Não conhecia, de todo. Untuoso e perfumado. Um Viognier de 2008 by Quinta do Pinto

Um Encruzado de 2006 by Quinta dos Roques. De perfil seco e austero.
Numa demorada maratona deglutiram-se um sem número de coisas. Mais houvesse.

O Livro dos Segredos.
Beberam-se espumantes, brancos e rosés. Num dia testaram-se seis vinhos tintos, ao jeito de uma vertical.

Uma Vertical de Poeira. 2004, 2005, 2006, 2007, 2008 e 2009. Diversos estilos e estádios de desenvolvimento. Inclinei-me para os mais velhos: 2004 e 2005.

O rodopio foi longo, quiçá barulhento, frenético e sôfrego. Sorveram-se até à última gota. No outro dia consumiram-se, ainda, vasilhames de elevada capacidade (magnuns). Fechou-se a jornada com um enterno Madeira. E mais houvesse.

Bairrada de grande calibre. Perfeitos para comida pujante. Curioso o lote do Quinta do Poço do Lobo 1995. Castelão, Moreto e Baga.

Por que não quero repetir-me, direi apenas que este Bual de 1977 é simplesmente um líquido de dimensão sénior.

Um arroz doce pecaminoso.
 Fruta, arroz doce e pinhoadas, dão mote a combinações e a jogos de paciência ou de adivinhação.

Cores brilhantes, sumarentos e melosos.

Posto isto, recostámo-nos, empertigados.
Findo o remanso (descobri agora esta palavra), fica a sensação verdadeira que estas almas, por vezes penadas, foram bafejados pela ventura e bonança.

quinta-feira, julho 05, 2012

Independent Winegrowers Association 2012

É já habitué o encontro promovido pela Independent Winegrowers Association no Ritz, por esta altura, e serve, para myself, como fim de época. É um encerrar de ciclo de actividade enófila que se foi desenrolando durante largos meses. A coisa voltará mexer lá Setembro, com as vindimas.


Mas deixemo-nos de conversa fiada e reposicionemos o enfoque do post no dia 4 de Julho de 2012. Dia em que Casa de Cello, a Quinta do Ameal, Domingos Alves de Sousa, Luis Pato e a joint venture Quinta dos Roques & Quinta das Maias, apresentaram mais uma vez os seus vinhos, com mais ou menos novidades. E não querendo ser, mesmo parecendo bajulante, as expectativas não foram, mais uma vez, defraudadas.

A equipa: Luis Lourenço, Pedro Araujo, João Pedro Araujo, Luís Pato e Tiago Alves de Sousa
Vinhos Verdes de estirpe mineral, vincadamente vegetais e amplamente frescos.

Quinta do Ameal: O Loureiro, a delicadeza e o perfume. Uma novidade: Ameal Solo
Quinta de SanJoanne: A mineralidade, a força e o carácter.
Vinhos do Douro intensos, estruturados, pujantes o quanto baste, sem desprezar a elegância.

Domingos Alves de Sousa: Dois estilos: A força da Vinha do Lordelo e a elegância da Quinta da Gaivosa
Domingos Alves de Sousa: Um Sousão versus um Reserva Pessoal Branco que mantém a diferença que o caracteriza.
Vinhos da Bairrada, ou das Beiras, de perfil fresco, airosos, possuídores de complexidade.

Luís Pato: Um Vinhas Velhas de 2001 cheio de sabor e aroma. Registe-se a complexidade e a frescura do Vinha Barrosa.
Luís Pato: Entre vários espumantes, os Duet marcaram a diferença.
Vinhos do Dão, da minha terra, que reflectem a terra, a vegetação, a pedra, que não pedem pressas.

Quinta dos Roques: Dois tintos de elevada estatura, que pedem tempo.
Quinta dos Roques: O encruzado a indicar boas perspectivas (de futuro).
Quinta da Vegia: Um Dão de terra e da terra. Paulatinamente, e sem qualquer alarido, tornaram-se vinhos incontornáveis.
Desta vez, os homens destas casas, proporcionaram uma singular Master Class em que deram a conhecer ou a relembrar, conforme o posicionamento dos receptores presentes, vinhos de idade mais vetusta.
O balanço, quiçá houvesse dúvidas, foi em termos gerais, francamente positivo, relevando que vinhos made by Portugal são capazes de passar a dezena de anos com enorme dignidade, conseguindo apresentar, ainda hoje, um conjunto de atributos com qualidade significativa. Alguns deles, verdade seja dita, não estariam destinados a durar tanto.

Quem não os conhece?
E como nem só de vinho vive o homem, aconchegaram-nos o estômago, entre outras tantas coisas (boas), com um excelente bocado de vitelão born in Alentejo.

Lombo de Vitelão
E para o ano há mais.

domingo, julho 01, 2012

Beyra - Vinhos de Altitude, a Sequela

Poderá ser um caso bem sério este novo Produtor (Vinhos de Altitude) da Beira Interior Norte (em contraponto com a Beira Interior Sul).
Pelas mãos de Rui Roboredo Madeira (VDS), percebi há pouco que este é um projecto que pretende explorar ao máximo as características daquela parte continental do país encostada a Espanha e marcada pelo Rio Douro.


A coisa, o plano, promete e poderá incrementar uma razoável diferenciação nos vinhos que estão ao nosso dispor. Só por este facto, as minhas expectativas, estão neste momento, muito elevadas. Julgo que não serão defraudadas.


Depois do Quartz, tão elogiado por mim, e sabendo que ainda existe um Superior, tão gabado pelo Barbosa, faltava beber o presumível Colheita ou entrada de gama, como queiram.


Confirma o registo fresco, seco, citilante e acutilante, com a (verdadeira) mineralidade a marcar, mais uma vez, o vinho. Sem aquele toque tropical que percorre muitos vinhos, desta e de outras partes do mundo, e que marca, por vezes, em demasia. Posto isto, e sem mais balelas organolépticas, digo-vos para irem, sem demoras, comprar.