quarta-feira, outubro 10, 2012

As Vindimas

Um regresso. Mais um. Nesta altura poucas palavras terei para acrescentar, mas adiante.


É simplesmente local que conheço (muito) bem. Ainda assim, por cada nova investida, há sempre um pormenor novo, qualquer coisa que antes não estava e que agora está. Não há, por assim dizer, um dia igual.

Um relógio de sol. O tempo felizmente não parou.

O passado decadente é imagem distante.

A adega preparada para receber as uvas.

Em plenas vindimas, o cheiro dos lagares, da uva esmagada pulverizava as cercanias. Na vinha, mulheres e homens em ritmo cadenciado iam colhendo as uvas: Baga, Alvarelhão, Trincadeira, o que fosse.

A labuta em redor da Vinha que é Velha.


Alinhadas à espera de bagos.

Tractor: o único meio mecânico presente e autorizado no meio da Vinha.

A selecção feita por mãos que sabem (muito).

A Tinta Roriz e o Alfrocheiro em lagar.

Trincaram-se bagos, sentiram-se as diferenças: uns mais doces, outros menos. Uns mais ácidos, outros mais neutros. Indiciavam, aqueles que vinham da Vinha Velha, boas perspectivas. Teremos, pois então, bom vinho.

Bagos maduros, de castas diversas.
Salta-se para a adega. Hora de prova, do que está em cuba, em casco, em depósito. O que houver. Os brancos estão, assim pareceram, mais tensos e mais frescos. Firma-se a ideia que serão no futuro vinhos menos polidos e mais austeros.

Promete.

Com cheiro inebriante.

Somontes? ou Passarella?
A Tinta Roriz, ainda vou ficar adepto, revelou-se pujante e fresca, com garra e com tanino. Aguardemos, pois então que fiquei com a pulga atrás da orelha.

Cor bonita, brilhante a mostrar nervo.
Fechou-se este ciclo, com um inusitado vinho rosé. Vinho precedente de Vinha Velha. Vinho que tentará ser diferente, a cambiar entre um palhete, um clarete e um tinto. Gosto do conceito, é sinal de risco, de inquietude.


Observem as cores. Basta olhar.
Acescento ainda: E deve o homem respeitar.

Aguardemos, agora, o desenlace desta colheita, com paciência e sem pressas.

2 comentários:

Anónimo disse...

Bom dia, comprei recentemente por mera curiosidade uma garrafa de Casa da passarela de 2008 por 2,9 euros. E fiquei MUITO agradado com a relação qualidade preço, vai direitinha para meu top de preferências nesta gama. Recomendo.IL

Pingus Vinicus disse...

Tente, também, experimentar o Vinhas Velhas 2008 ;)