domingo, Junho 03, 2012

TWA Inspira Portugal - A Touriga Nacional

Uma mão cheia de horas a discutir e provar, às claras, mais de uma vintena de vinhos feitos apenas com a casta Touriga Nacional. A acção decorreu debaixo do chapéu TWA e a Quinta das Carrafouchas foi o assento do evento. Resultado foi, somente, sala cheia e representa, sem margem para qualquer dúvida, um upgrade na forma como a w-enofilia, a i-enofilia, e-enofilia começa a olhar o vinho.  Muito bem. Não acham?


Independentemente dos ausentes, de regiões menos representadas, foram perceptíveis, ainda assim, diferenças de estilo, resultantes de métodos enológicos, terras e climas. Uns aparentemente mais consensuais, outros nem tanto, outros completamente fracturantes. O resultado foi, como não podia deixar de ser, discórdia entre consumidores, enólogos e produtores. Pareceu-me bem.

Nuno Magalhães, a Touriga Nacional na Vinha
Nuno Magalhães na vinha, com os vinhos em pano de fundo
Não irei, naturalmente, delinear notas de prova, nem comentários alongados, sobre os vinhos que se provaram. Tornariam a coisa maçuda, cansativa e sonolenta. Traçarei, em tom ligeiro, algumas observações, apenas apontamentos curtos.

A lista de vinhos a provar
Nota de louvor, e estritamente pessoal, vai para a vontade que alguns produtores de Trás-os-Montes mostraram em participar, enviando em alguns casos lotes de vinho ainda em estágio, por concluir. O meu aplauso de pé para esta gente. Sinal que vão saltar os montes e conhecer mundo. Parece-me, também, bem.

O Coffee Break by Venda da Vila
As vinhas da Quinta das Carrafouchas
Antiga Adega
Antigos Depósitos de Cimento
Lagar e Prensa
Para os Crentes
Saltou à vista a consensualidade do Douro. Vinhos de estirpe moderna, é certo, mas personalizados, capazes de agradar um alargado espectro de consumidores.
Chegados ao Dão, os comentários foram fracturantes, vinhos idolatrados por uns, preteridos por outros. Longe de qualquer consensualidade. Para reflexão.

Os vinhos
Nas Beiras, com representação reduzida, ficou a curiosidade de termos um Beira Atlântico Bairradino e Beira Continental Duriense. O primeiro bordalês e o segundo de perfil mais nacional, mais rústico.

Os vinhos
Na parte sul do continente: Lisboa, Tejo, Terras do Sado, Alentejo e Algarve, sobressaíram na generalidade, houve excepções, vinhos mais quentes, com fruta e madeira mais pujentes, quiçá menos personalizados, eventualmente mais novomundistas, talvez mais urbanos. Registe-se, o facto, que neste grupo o Dona Maria, de Júlio Bastos, foi, sem qualquer sombra de dúvida, o melhor.
E que venha, agora, o próximo TWA - Inspira Portugal.

Anexos:

Programa

A lista de vinhos

6 comentários:

ricardo disse...

Gostaria de ter estado presente!!!
Acredito que tenha sido um dia bastante positivo.

Pingus Vinicus disse...

Ricardo, um dia formativo.

CM disse...

Foi uma excelente acção! Para além de formativa, devo acrescentar que foi, acima de tudo, de partilha... Por parte dos produtores cooperantes, dos produtores presentes,dos mais profissionais ou (como nós) mais amadores... Foi uma acção que penso ser transversal a qualquer grau de conhecimento e dedicação ao vinho. Uma manhã muito bem passada a volta de um tema agregador.

Bodhisattva disse...

Um conceito novo, resultante de outros conceitos bem agregados.
Enriquecer, creio, para todos os presentes. Uma amostra ainda do que poderá vir a ser no futuro!

Hugo Mendes disse...

Caros Amigos,
O vosso apoio tem sido fundamental no arranque deste projecto.
Muito Obrigado!

Pingus Vinicus disse...

Não tens que agradecer!