terça-feira, maio 01, 2012

Contextos

Este post servirá como sintese. Servirá, também, para achincalhar e discutir (se bem que o enopovo continua a preferir fazê-lo às escondidas, nas esquinas e sorreitamente às escuras). A cidadania, infelizmente, não é exercida, salvo raríssimas excepções, pelos w-enófilos, e-enófilos, i-enófilos.
Não creio que a interpretação de um vinho possa ser feita, de forma genuína, sem se conhecer o contexto, o chão e as vides que lhe dão origem. Não creio na explicação descontextualizada de um vinho. 


Entender um vinho, dissecá-lo, sentado confortavelmente no meio de uma obscura rua, soa a actividade circense, variando somente no, maior ou menor, grau de habilidade, imaginação ou destreza sensorial.
Somos, todos e sem qualquer excepção,  influenciados por comentários, expressões faciais, pela forma como se é tratado, pela simpatia ou enfado com que se é recebido. 
Compramos caras, pessoas, história e estórias, terra, cheiros, emoções e vaidade. Concordam? Claro que não.

3 comentários:

Raul Sousa Carvalho disse...

Ola, tudo bem?

É só para avisar que o blog do nariz à boca voltou a reabrir. Abriu hoje! E gostaria de pedir para partilharem o link do blog no vosso site.
Espero pela colaboração.

Pode ser?

http://donarizaboca.blogspot.pt/

Abraço
Raul Carvalho

J Pires/C Soares disse...

Claro que sim!O vinho é um produto cultura e por excelência social!Agora,há limiares de seriedade e o compromisso deve, na minha opinião, ser cada vez maior com a autenticidade, com a identidade, com o perfil do vinho...e o enopovo deve tb assumir este paradigma...Mas isto sou eu, "que tenho poucas dúvidas, mas raras vezes não me engano"!

Carlos Soares

Pingus Vinicus disse...

Dúvidas, meu caro amigo é coisa que não me falta neste momento.