terça-feira, abril 17, 2012

Apontamentos sem sentido (II)

Olhando para trás reparo e constacto que estou cerceado de contradições, de passagens sem sentido, com o lombo carregado de incoerências. Na verdade, e ao fim de seis anos como blogger, tenho em carteira mais dúvidas e desenvolvi mais incertezas. Serão, quiçá, sinais de défice intelectual, de limitação pessoal que impossibilitam ter uma visão coerente e sustentada. 
Na verdade, divirto-me, tal fauno, defender o que os outros atacam, rejeitar o que os outros preferem, elevar aos píncaros coisas que quase ninguém gosta. As multidões afligem. Fobia.


Adoro mangar com personagens que procuram culpas e razões da sua má sorte em silhuetas obscuras, em teias conspirativas. Mango, também, com o ressurgimento de conceitos, outrora queimados em autos de fé: o clássico, o genuíno, a pureza, a simplicidade, a tradição. O que são? É vê-los, agora, às mãos cheias afirmando que o seu é que é.
Que malvado feitio que não se dá com deus, nem com o diabo. E felizes daqueles que crêem, sem ver.

2 comentários:

Hugo Mendes disse...

Valha-nos Portugal que se vai empanturrando de mediocridade, arrotando falsos profetas, cegos de fé e de verdade dogmática.
Benditos os que tentam, benditos os que ousam, benditos os que falham, bem ditos os que arriscam, bem ditos os incoerentes que dão cor a este cinzento.Bem ditos os felizes ignorantes, (ou deveria antes dizer ignorantes felizes?). Bem dito tu por seres louco o suficiente para continuares Rei!
Já te disse que és o maior?

P.S.: Macacos me mordam se entendo o que escreves! ; )

Pingus Vinicus disse...

Não te preocupes, que por vezes, eu próprio não entendo. Mas soa-me bem :)