Carlos Lucas é personagem que estimula, na bancada enófila, os mais diversos comentários, reacções, estados de espirito. Independentemente do que cada um pensa, ou acha, Carlos Lucas olhou para o vinho e transformou-o num negócio puro e duro. Atacou em várias frentes. Há quem diga que foram demais. Marketing, a diversidade de produtos e de regiões. Combinou, ainda, lotes de vários países.
E transformou a Dão Sul, num motor de promoção de uma região meio obscura, chamada Dão. Dispôs o Colheita Seleccionada, sem qualquer vergonha, ao lado de outros vinhos de grande tirada, como o Monte Velho e o Esteva. O Grão Vasco, esteio nesta gama de vinhos, e por culpa da própria Sogrape, foi relegado para posições menos cimeiras. Foi possível ver um vinho do Dão, de ar cosmopolita, em quase todos os escaparates.


3 comentários:
Caro
Pode não estar errado, muito provavelmente está certo. O vinho vai de encontro Ao que as pessoas procuram e isso também tem muito valor, saber como fazer bem e ganhar dinheiro é uma arte. Aparte disso O vinho em si, que já bebi, é uma desilusão, surprende tanto como uma bica num quiosque é caro e têm tiques exagerados de boa madeira. Por mim é para não repetit.
Cumprimentos
J Freitas
"Pingus", fiquei com a sensação que estes vinhos são da propriedade pessoal do Carlos Lucas... acho que estes fugiram da esfera da Dão Sul...
Sinnercitizen, não sabia.
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