Estava periclitante a minha ida até às rochas. Até ao maciço, até à Beira que foi Alta. Cousas de vida tendiam a prender-me por terras de Sul.
Em míseros três dias, ainda assim, consegui reavivar a memória de actos passados. Uma loucura de emoções, de cheiros e sentimentos. Captar o possível, sentir, como se fosse a última vez. Em contra-relógio.
Tempo suficiente, ainda, para encher o meu corpo com pão, chouriça, presunto e queijo. Servidos de forma deselegante, sem metria e sem regra. Apenas, com as mãos pingadas de gordura.
O vinho, esse maldito, sempre à frente, ia sendo fornecido a homens e mulheres na cadência necessária. Autêntico potenciador de conversa, de discussão, de ilusão.
Viagens pela minha terra.




7 comentários:
Fantástica a vista!
Votos de um grande 2012!!!
É verdade. Imaginemos uma vinha algures no nevoeiro.
De facto, magnificas essas fotos!
Aproveito para te desejar um bom ano, cheio de saude e de bons vinhos!
António, para ti também.
E, António, estou a ver que os teus vinhos estão a dar sucesso.
Sucesso?
Era bom que assim fosse, a ver vamos.
Por enquanto estão por la, na paz e no sossego da Serra, a gozar a sua juventude.
Olha devo ir até la, no inicio de Março, para podar e ver como se estão a portar.
Se puderes, combinamos qualquer coisa para os conheceres nessa altura.
Amigo, parece que em terras de França gostaram ;)
Tenho, de facto muita curiosidade em provar os teus vinhos. Melhor, bebê-los. A ver será possível. Isto para coordenar agenda familiar, profissional e enófila é preciso muita ginástica. :)
Um abraço
Enviar um comentário