sexta-feira, Janeiro 20, 2012

Dão Selection

Pequei por actos e ofícios e, como tal, fui castigado. Prego, inúmeras vezes, contra pecadores e vendedores de sonhos irreais. Vocifero contra gentes sem espinha, que hoje estão aqui e amanhã estão ali. Diabos me carreguem. E por isso fui punido.


Estupidamente, e numa acção puramente irreflectida e só por causa do rótulo (mordi e mordo, ainda, a língua devido ao acto) tomei posse de um vinho que não passou do estado de inocuidade. Sem alma e sem qualquer rasgo de piada.


Nunca se aplicou tanto a missiva: faz aquilo que digo, não faças aquilo que faço.

2 comentários:

Antonio Madeira disse...

Este post lembra-nos que a região ou o sitio não são tudo na elaboração de um vinho... Uma parte muito importante esta no homem que o faz, nas suas ideias postas em pratica. Se o homem pretende fazer um vinho estandardizado, independentemente da matéria prima, obtem um vinho estandardizado, que como escreves e bem, que não passa da "inocuidade".
Infelizmente para os amantes do Vinho, no Dão tambem não faltam esses tipos de abordagens...

Pingus Vinicus disse...

Concordo, António. E não será porque diz Dão que iremos gostar, naturalmente. O contrário será pura cegueira.

Só por curiosidade, este vinho custou perto de 7€.