A
Herdade do Esporão chamou até si um conjunto de
bloggers nacionais que costumam opinar sobre os assuntos do vinho na rede.

A ideia da coisa era apresentar em primeira mão o
1º Prémio da Confraria dos Enófilos do Alentejo, Colheita 2007.
Atrás deste vieram outros vinhos que ajudaram a alimentar as conversas, sempre desbragadas, soltas, descomprometidas e assumidamente ingénuas. Antes de enfiarmos nas goelas o dito, foram sendo testados e comentados outras presenças.

O primeiro a cair no copo foi o
Verdelho de 2008. No ápice, somos assaltados por uma pergunta da
audiência bloguista. Verdelho ou Gouveio? Um
vinho branco com carácter vegetal, asseado e uma
carga ácida capaz de refrescar a boca. O dia estava quente e ao longe viam-se as
agruras do clima.

Com a boca limpa, passamos para o
Reserva Tinto Colheita 2007. Há muito tempo que este
tinto representa com dignidade o papel que um vinho de
15€ deve ter. Colheita após colheita surge bem feito, moderno, apelativo e acima de tudo consensual. São milhares e milhares de garrafas. Enquanto posso, vou guardado para memória futura da minha garrafeira um
Reserva de cada ano.
Não estava destinado ser a principal personagem, muito menos
a estrela do dia, mas tornou-se inevitavelmente no vinho mais comentado, mais falado, mais bebido. Tinha 9 anos de vida em cima e mostrou com enorme categoria um conjunto de argumentos que
fez cair o meu queixo. Um vinho elegante, fino e complexo de aromas e sabores. Um
Alicante Bouschet.
O
1º Prémio da Confraria dos Enófilos do Alentejo, Colheita 2000 quase que relegou para segundo plano o chamariz do dia. Entre os dois
1º Prémio as atenções viraram-se para o mais velho e não houve volta a dar. As palmas foram efusivas e pediu-se
Bis por diversas vezes.

O acto derradeiro, aquele que iria encerrar a apresentação, tinha que estar destinado ao
1º Prémio da Confraria dos Enófilos do Alentejo, Colheita 2007. Aqui temos
Touriga Nacional,
Touriga Franca,
Syrah e
Alicante Bouschet.
Apesar da reconhecida qualidade, apesar de perceber que tinha ali um belo vinho, a minha alma enófila não se animou da mesma forma. A mente estava fatalmente noutro lugar e com outro.
A garrafa foi vestida com dois rótulos distintos da autoria da artista plástica
Ana Jotta. São dois desenhos humorísticos, feitos a carvão, inspirados nos primeiros rótulos do Esporão. C
ada desenho tem à sua responsabilidade três mil garrafas.

Antes de largar o poiso e após termos percorrido as instalações, ainda
houve tempo para fazer as pazes com
Herdade do Esporão Private Selection, Branco, Colheita 2008. Pareceu-me diferente, mais afastado daquela exagerada gordura. De qualquer modo, o apetite ficou aguçado para nova prova. A ver vamos.
