terça-feira, Julho 22, 2008

Quinta do Soque (Douro) 2004

Depois do rosé, vamos para o tinto da colheita de 2004. Este tinto do Douro encerra dentro de si uma panóplia de castas que vão desde a Tinta Roriz, passando pela Touriga Nacional e pela Touriga Franca acabando na Tinta Barroca. Uma pequena amostra do Douro, simplesmente enfiada dentro de uma garrafa.

Saltemos para a prova. Na primeira abordagem feita ao tinto, pareceu-me ter detectado sugestões de aspecto vegetal, com predominância para a casca de árvore, para a esteva, para o cedro. A contínua evolução no copo permitiu descortinar umas raspas balsâmicas que se misturavam com um razoável conjunto de flores (de tamanho rasteiro), reforçando, deste modo, o aspecto silvestre do vinho. Solto desta linha mais clássica, vira-se para aromas mais modernos, mais urbanos. Surgiram, de forma vincada, boas notas de cacau, de folhas de tabaco e fruta de cor preta (sumarenta e gulosa). Por entremeio, algumas pitadas de madeira exótica e especiaria davam-lhe um pouco mais de complexidade. Tudo (bem) limado e sem arestas.
Um conjunto aromático franco e limpo, fácil de cativar.
Fresco na boca, com boa duração, sentindo-se essencialmente cacau e tabaco. Escorreito desde que entrava até que saía.

Meu caros, em jeito de conclusão, em jeito de remate, temos aqui um vinho redondo, fresco, muito apelativo, capaz de satisfazer um alargado leque de consumidores. E, ao contrário de muitos, não enjoa. Não é isto que procuramos? Nota Pessoal: 15,5


Post Scrip
tum: Aproveito, agora, para dizer-vos que a Quinta do Soque situa-se no Concelho de São da Pesqueira, na margem esquerda do Rio Torto. A enologia está a cargo de 2PR.

3 comentários:

padrefrancisco disse...

Também gostei do vinho e acho a nota muito justa.

Abraço
Pradrefrancisco

Pingus Vinicus disse...

Padrefrancisco, homem que tens feito? Há muito que não lia palavras tuas.

Um abração

ervilha/lousan disse...

fica mais própriamente em Várzea de Trevões.
Nota máxima