Com os raios solares cada vez mais intensos, o corpo pede líquidos mais refrescantes, pouco complexos, mais directos e que auxiliem a função de relaxar. A (minha) mente, nestes dias, não anda muito propensa para grandes dissertações. Depois é pública dificuldade que tenho para conviver com temperaturas altas. Decididamente sou um bicho do frio. Prefiro outras cores, outras nuances.Uma proposta vinda da VDS. Tuga 2006, um branco da Beira Interior. Aromas de rosto tropical eram apresentados em calda, sendo complementados com impressões a tangerina e laranja. Uma rápida, meio tímida, nota mineral tentava proporcionar algum alivio. Brigava para enriquecer, na medida do possível, o conjunto. O registo
exuberante, vistoso, meio doce, manteve-se sólido. Acabou por cansar, roçando em alguns momentos a monotonia.Na boca pareceu-me, aparentemente, mais interessante. A presença de uma curiosa componente agridoce dava algum carácter ao vinho, estrutura, e um lado mais masculino. Não deixou de ser anacrónico. De qualquer modo, a insistência da calda de fruta, do doce, não o favoreceu. Pelo contrário. Nota Pessoal: 13,5
Post Scriptum: Um nome infeliz. Tuga!
2 comentários:
Olhando seu blog, me deu uma vontade louca de passar um tempo por ai provando cada uma dessas maravilhas.
Abraços
Diego
Caro Diego, obrigado pelas suas palavras
Abraços
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