sábado, Setembro 09, 2006

PortoCarro, o irmão do Anima

Não ficaria descansado com a minha consciência se não partilhasse com todos vós os meus apontamentos sobre o outro vinho produzido na Herdade de PortoCarro, Álcacer do Sal. A viagem não ficaria verdadeiramente concluída só com a prova do Anima L4.
Seria necessário que ficassem registados alguns apontamentos sobre o Herdade do PortoCarro 2003. Um vinho Regional Terras do Sado.
Acanhado no início, pouco expansivo. Tive que o convencer em partilhar comigo um pouco mais. O rodopiar do copo ajudou a libertar-se do seu embaraço inicial. Sorrateiramente foi despertando com aromas a bolo tostado, talvez cheesecake. A fruta que surgia era de coloração negra. Perfumado por umas leves aragens de pinheiro e eucalipto. A especiaria, que ia despontando, tornava o conjunto mais picante e exótico. O repasto era feito com um ligeiro café, tabaco e cachimbo.
Na boca pareceu-me algo curto. Com o álcool um pouco desamparado, até incomodativo. Um final de boca médio, que ia deixando boas recordações.
Pareceu-me ter um estilo um pouco mais quente, não tão fino, nem complexo como o Anima. Mesmo assim um belo vinho. Para mim, um período de repouso na garrafa é capaz de lhe fazer bem. Pode ser que o álcool, que passeava por ali, sem saber o que fazer, perceba que tem de andar alinhado com o resto da trupe. Acredito que crescerá mais ainda. Aguardemos, então!
Uma palavra final para a felicidade que tive em contactar com este produtor. Fico contente por descobrir pingas que gosto. Já não era sem tempo!
Nota Pessoal: 16

6 comentários:

Dominic Ebacher disse...

Gorgeous Grapes!

Interesting! Comtraya!

Dominic Ebacher
ebacherdom.blogspot.com

Nuno de Oliveira Garcia disse...

Quero muito provar esses vinhos. Como fizeste?

Pingus Vinicus disse...

Nuno, nas Coisas do Arco do Vinho

eduardo lima disse...

Salve Pingus,

Fico aqui com uma inveja positiva pelas degustações do confrade in loco. Acredito que o vinho sempre cresce quando devidamente harmonizado com a paisagem.

Grande abraço

P.Rosendo disse...

Quando um vinho é assim a descrição tende a ser dificil. Sendo eu um amador que gosta de beber vinhos, adoro ler quem o consegue descrever e alêm disso tem o dom do olfacto (eu não consigo). Conheço o vinho bastante bem, bebo-o desde que apareceu na região em garrafão e sem grande pretensão. Adoro-o pela sua contradição. Já agora só uma rectificação, a herdade e as vinhas não são em Alcácer do Sal são no Torrão.

Pingus Vinicus disse...

Caro p.rosendo, sim eu sei que são no Torrão, que é uma vila/freguesia de Álcer do Sal. Optei por mencionar apenas o Concelho.

De qualquer modo, obrigado pelo reparo.

Cordialmente.